Confissões de um amor moderno…

Simplesmente confesso meu amor por Pieter Cornelis Mondriaan conhecido como Piet Mondrian (1872 – 1944), e com ele admito meu lado modernista que vem me acompanhando bastante por esses dias, de modo especial tive vontade de escrever sobre ele por causa da aula de hoje, onde vimos um filme muito divertido, Mon Oncle do Jacques Tati, depois prometo escrever sobre ele.

Agora vamos a Mondrian, hehehe, ele é o pintor moderno! Acreditam? Hehehe! Mas falando sério, o primeiro que realmente fez diferença, pelo menos no meu ponto de vista. O auge se sua carreira aconteceu no começo do século XX, ou seja, bem na época da queda da bolsa de NY, lembram do crash da bolsa de 29? (Eu não lembro mas coooom certeza já ouvi falar [hoje estou engraçadinha, hehehe, deve ser a influencia da comedia… hehehe]) É bem aquele período em que o mundo ficou com um suspiro preso, bem entre as duas grandes guerras.

Acho que esse foi o período do mundo em que tinha fertilizante na cabeça de todo mundo! E o coitado do Piet não podia ser diferente.

Vocês já devem ter aprendido que grandes pintores já nascem sabendo que serão grandes pintores. O Mondrian aqui não foi diferente! Só que ele vinha de uma família muito rígida e religiosa, então, para os pais dele pintura era coisa do diabo! Ele resistiu o quanto pode, tentou lidar com arte sendo professor, mas quando a coisa vem de dentro vocês sabem, não tem pai que segure!

Lá vai então o jovem Mondrian ser pintor e caminhoneiro. Assim ele começou sua vida, mas a religião ainda influenciou muito inclusive na arte.

O mais interessante desse pintor é como ele levou uma vida inteira para chegar no ponto máximo! E no meu ponto de vista, como ele passou esse ponto máximo. Pra mim ele se compara ao Ingres no caminho de aperfeiçoamento. Mas ao contrário do Ingres que não mudou só melhorou, o Mondrian fez uma incrível reviravolta! Mudou inclusive tudo ao seu redor!

Ele começou com pinturas naturalistas (como o moinho aí do lado – mas conhecido com “moinho vermelho”). Pintava a natureza a seu redor. Então ele deu de pintar paisagem de árvores. Daí um estalo na cabeça dele fez ele achar que linhas verticais eram lindas! Fez mais um monte de ensaios sobre as linhas verticais (não consegui achar figuras boas para colar aqui, mas são pinturas em que os caules das árvores são retos e todos paralelos) só abrindo mais um ponto, isso é para mostrar para o pessoal da arquitetura e de outros curso que ficam tirando sarro quando nos ver fazendo linhas horizontais e verticais em papel vegetal sobre a imagem de um quadro que gostem (no meu caso foi Matisse) que aula de plástica é muito importante. Vooooltando… Então, um dia teve outro estalo e começou achar que linhas horizontais é que eram lindas. (também acho, linhas horizontais eeeeeee algumas curvas bem trabalhadas…)

Essa história das linhas tem a ver com a religiosidade dele, de alguma forma que eu não entendo! Algo como linhas serem perfeitas, e por isso se aproximarem de Deus. Sei lá! Depois pergunto a minha mãe sobre, ela entende mais sobre religião que eu…

O tempo foi passando, até que ele resolveu que reunir linhas horizontais com verticais é que estava na moda! (MODERNISMO, né genteeee!) Ele fez alguns quadros que ainda não eram propriamente abstratos, como a árvore cinza aqui do lado que reúne linhas verticais e horizontais (Aqui do ladeeeeenho >>>).

Então ele foi resumindo e lá foi ele pintar quadradinhos! Hehehe, fui obrigada a escrever isso por lembrar de uma vez uam pessoa me referiu a ele como “o cara que pinta quadradinhos” E neste desfecho que cito uma frase do próprio: “Quadrados? Eu não vejo nenhum quadrado em meus quadros” [Piet Mondrian] (Pois é, e ainda tem a audácia de chamar Mondrian de “O cara que pinta quadradinhos…” ¬¬) Explicando isso, os quadros de Mondrian são uma composição de LINHAAAAS, LINHAS! Não quadrados, não retângulos… (pronto desabafei… hehehe)

Os risquinhos aqui do lado são o primeiro quadro assumidamente abstrato.

Até aqui ele sempre pintava com cores escuras e sombrias. Vai se saber porque! Então ele resolveu que ia colocar cor!

E foi quando a cor entrou na vida do cara!  E não é que não saiu mais? Ele se apaixonou de certa forma que os quadros dele passaram a ser coloridos! Só que não estava bom, afinal, as linhas retas verticais e horizontais eram tão perfeitas, porque as cores ainda não eram?

Foi quando ele descobriu que tinha “resumir” as cores até que elas ficassem tão perfeitas como as retas, e o que é tão puro como as formas puras?? CORES PRIMÁRIAS, assim ele começou a usar as cores primárias (azul, amarelo e vermelho). Então tem-se o máximo do máximo desse pintor famosérrimo, modernérrico. Ele era o Ó do borogodó lá de Nova Iorque!

Ele passou ainda por Paris (todo pintor vive um pouco em Paris?) e depois se mudou pra Nova Iorque, que na verdade verdadeira sempre foi a sua casa! Ele era muito novaiorquino para morara em qualquer outro lugar. MODERNISMOOOO, né genteeeee!  hehehehe

Lá em NY ele teve uma casa, e nessa casa um estúdio. Não é que ele pintou a parede toda de branco para que isso não atrapalhasse a perfeição dos quadros dele? E não é que ele começou a testar as diferentes cores na parede branquinha? Afinal, ele fez uma zona no ateliê dele, que hoje é museu.

Ao meu ver ele deveria ter parado aí. Nos quadradinhos em grelha preta preenchidos com cores primárias e fundo branco. Mas ele viveu um pouco mais e resolveu tirar o preto e ficar só com as cores primárias. Então tem-se o Broadway Boogie Woogie:

Ele foi muitississíssimo importante para a arte moderna de hoje. E foi inspiração para muita obra por aí, inclusive arquitetônicas, até eu, estudante de arquitetura me arrisquei a fazer meu projeto de alvenaria estrutural todo com embasamento estético e teórico nele. Peguei alguns exemplos inspiradas no Mondrian para ilustrar o que digo, confesso que quem me mostrou ele foi uma professora minha em um livro que não me lembro o nome e comecei a amar um novo nome na arquitetura, Rietveld, muitos trabalho dele são inspirados em Mondrian…

Como são muitas imagens coloquei elas pequenas, mas clicando nelas elas aumentam, na verdade qualquer uma que vocÊ clicar vai ficar no tamanho original…. hehehe…

Não achei como ele morreu, então não deve ter sido nada catastrófico, como ele tinha 72 anos, acho que morreu de velhinho mesmo. Acho que por aqui chega, escrevi muito hoje, desculpa a sumida, ando apertada na faculdade provas e trabalhos ainda vão me enfartar, hehehe, brinks! Devo voltar a sumir um bom tempo, só segunda são dois trabalhos enomeeees a entregar, e tem as provas, amanha tem uma mesmo, saindo daqui volto a estudar para ela, hehehe, triste é saber que no dia do meu aniversário vou está fazendo prova da matéria que mais odeio… hehehe!

Proooooontoooooooooo! Pareeeeeeeeeei! Falei de mais! Parabéns para quem aguentou ler até o fim! Beijoooos!