A arquitetura consegue transpor até o infinito

Infinitas são as possibilidades de formas, de texturas, de tons, de soluções, de escolhas… Infinitos são os tipos de trabalho, as escalas, os detalhes, os materiais… Infinitas são as necessidades, as pessoas, os gêneros, os gostos, as peculiaridades…

Arquitetura é metida, é tudo junto: é plástica, é arte, é criação, mas também é técnica, é cálculo, é conhecimento, é estudo; é projeto, é viagem, é proposta, mas também é concretude, é realidade, é especificação, é detalhamento, é acompanhamento. Ela orbita pelas artes plásticas, precisa compreender a comunicação visual e antever a fotografia gerada; ela se utiliza dos conhecimentos da engenharia, da administração, e da economia; ela jamais pode se distanciar da psciologia, da história, e da geografia. A arquitetura abraça o desenho de interiores, a decoração, o desenho urbano, o paisagismo, o urbanismo, e, claro, a ela mesma.

O caminhar nem sempre é fácil. Há pedras pelo caminho, especialmente presentes na dependência de muitas outras pessoas para o avançar de cada passo. A trajetória é por vezes desgastante, mas o final é realizador. A implantação da ideia que almeja suprir as necessidades expressas, a colaboração para a a realização de sonhos, o desenho se transformando em objeto pronto para o uso, a satisfação daquele que espera o produto final para compreender todo o processo, são exemplos de um prazer imenso.

Com a jornada da vida, alguns prazeres vêm se acumulando, experiências vêm sendo somadas. E, neste espaço, serão depositados trabalhos já realizados, ideias que deram certo, formas de trabalho que evoluem – ou simplesmente mudam – ao longo do processo, sempre com a certeza de que trabalhar com o imaginário, com a troca e com o sonho talvez seja o que mais pode haver de infinito.